Terça, 19 de Setembro de 2017

Prolenha e IICA

Estudo para a formulação de estratégia do fomento aos fogões eficientes no Semiárido

 

logos juntos         

INCENTIVO AO USO DE FOGÕES ECOEFICIENTES NAS ÁREAS SUSCETÍVEIS À DESERTIFICAÇÃO

Em Abril de 2014, a PROLENHA firmou contrato com o IICA–Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura, no âmbito da cooperação com o Fundo Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA), com objetivo de formular uma proposta para um programa de incentivos à difusão de tecnologias de fogões a lenha ecoeficientes em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) no Brasil, concentradas principalmente no território do bioma Caatinga,  na região nordeste, e norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo (Figura 1), promovendo a segurança energética e qualidade de vida familiar, e como estratégia de convivência com a semiaridez para o combate à desertificação.  

figura 1 - mapa areas desertificao brasil

Uma das ações antropológicas que tem contribuído significativamente no processo de desertificação na ASD é a extração de lenha para consumo comercial, industrial e cocção doméstica, alcançando segundo estimativas oficiais, cerca de 25% da oferta energética do nordeste, gerando aproximadamente 900 mil empregos diretos e indiretos (MMA, 2010[1]).

As ASD abrigam 60% de todos os 7,5 milhões de domicílios usuários de lenha para cocção do Brasil (Winrock, 2007[2] e Sgarbi, 2013)[3], ou seja, cerca de 4,5 milhões de domicílios. Segundo Riegelhaulpt, 2004[4], a lenha é o combustível principal das famílias pobres no nordeste, sobretudo nas áreas rurais e periurbanas das cidades pequenas e médias.

De maneira geral, e principalmente no nordeste, a lenha é utilizada em fogões rústicos de baixa eficiência (geralmente de 8 a 12% de eficiência térmica) o que determina um elevado consumo do combustível e a emissão de gases nocivos à saúde humana, decorrente da sua combustão incompleta, além de gases de efeito estufa (Figura 2).

Segundo Winrock, 2007, a opção para o contínuo uso da lenha para estas famílias, principalmente nas ASDs, deve-se a questões econômicas, já que nesta região, aproximadamente 99% dos usuários de lenha têm renda familiar per capita menor de 1,25 salários mínimos, e 50% destes, menor de 0,25 salário mínimo, ou seja, em situação de pobreza extrema. Winrock, 2007, observou que a maioria dos fogões utilizados por estas famílias têm índices de poluição doméstica considerados moderados a intensos[5], o que afeta negativamente a saúde de mulheres e crianças, principalmente. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, no Brasil 21 mil pessoas morrem de forma prematura anualmente, em decorrência da exposição prolongada (vários anos) a poluição de fogões a lenha rústicos.


Figura 1:  Mapa das Áreas Suscetíveis a Desertificação no Brasil. Fonte Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Recursos Hídricos.Atlas das áreas susceptíveis à desertificação do Brasil.,Universidade Federal da Paraíba, Brasília, 2007


figura 2 - fogo rstico nordestino

Entretanto, existem hoje novas tecnologias de fogões a lenha que fazem um melhor aproveitamento energético, com maior eficiência, reduzindo o consumo de lenha em mais de 50%, e com menos emissões de fumaça, reduzindo-a em até 80%, e são conhecidos como fogões ecoeficientes (Figura 3).  

Esta tecnologia foi introduzida de forma pioneira no Brasil através de um projeto de cooperação técnica internacional em 2001 por meio da ABC/MRE e a ong PROLEÑA/Nicarágua, que na epoca capacitou a Universidade Federal de Viçosa na construção dos primeiros fogões ecoeficientes no Brasil, e subsequentemente com as palestras realizadas pela mesma PROLEÑA as ONG’s do nordeste dentro do projeto Energia Produtiva da USAID no ano 2003, quando então se deu início ao interesse pelo tema no Brasil e principalmente no nordeste.  Desde então, fabricantes e produtores de fogões ecoeficientes iniciaram a ofertar seus produtos, e vários projetos de governos e ONG’s experimentaram a introdução destas tecnologias nas comunidades rurais.

No entanto, ainda que no Brasil tenhamos 7,5 milhões de domicílios utilizando lenha (equivalente a todo um país como o Peru), e destes, 2,3 milhões de domicílios em pobreza extrema nas ASD’s utilizando lenha em fogões rústicos (equivalente a todo um país como a Bolívia).A existência de programas de promoção e incentivos aos fogões a lenha ecoeficientes são incipientes, e em geral possuem abrangência muito limitada, apesar de serem capazes de contribuir para a mitigação dos impactos socioambientais descritos.


Figura 2Fogão rústico nordestino, de baixa eficiência e alta emissão de fumaça.

Os resultados têm sido mistos, com experiências positivas e negativas, resultantes de deficiências nas próprias tecnologias, na capacitação dos beneficiários, e na avaliação de resultados.   Entretanto, se observa um interesse crescente por estas tecnologias e as mesmas têm sido melhoradas com o tempo.

A PROLENHA, com base a toda esta experiencia nacional e internacional, propõe neste projeto a formulação de um programa de governo no Brasil que busque ampliar e incentivar a adoção de fogões ecoeficientes entre as famílias usuárias de lenha nas ASD’s, e principalmente aquelas em extrema pobreza.

 

Em linhas gerais, a proposta é que, um programa para promover estas tecnologias deve ter pelo menos os seguintes elementos:

figura 3 - familia baixa renda nordeste


•    Promover as novas tecnologias de fogões ecoeficientes entre as populações usuárias,

•    Oferecer incentivos financeiros e crédito para aquisição das novas tecnologias,

•    Facilitar o acesso das famílias às tecnologias com melhor distribuição,.

•    Desenvolver mecanismos de controle de qualidade destas tecnologias,

•    Oferecer apoio para a inovação e contínuo desenvolvimento tecnológico dos fogões ecoeficientes, e

•    Realizar o monitoramento, acompanhamento e avaliação das intervenções.

Figura 3Família de baixa renda com um fogão ecoeficiente no nordeste

Nesse sentido, a PROLENHA dentro do contexto deste projeto como IICA, realizou uma consulta a pessoas e organizações públicas, privadas e de cooperação internacional com experiência e/ou interesse no tema, para obter  recomendações para esta proposta, assim como, participarem no desenvolvimento e implementação de um programa estratégico de promoção e incentivo a estas novas tecnologias de fogões ecoeficientes nas ASD, a qual foi apresentado ao MMA.

workshop

Workshop de consulta em Fortaleza-CE, setembro 2014

Expedição Técnica

Como parte deste projeto, a PROLENHA organizou uma expedição técnica ao semiarido nordestino para conhecer de perto as experiências de diferentes projetos de fogões ecoeficientes, e assim ter uma amostra do desempenho e percepção das comunidades do impacto destas tecnologias. Na verdade, podemos definir esta expedição como um diagnóstico rural rápido dos fogões ecoeficientes, já que a limitação de tempo e recursos não permitiram um trabalho mais científico desta avaliação, o qual seria aconselhável para avaliações futuras.

A missão foi composta por Regina Couto, diretora de Projetos da PROLENHA que se dedicou a uma avaliação socioambiental dos fogões com as famílias usuárias, enquanto o consultor Dr. Sergio Elarrat da UFPA[6] dedicou-se a avaliação técnica do desempenho dos fogões.

A expedição percorreu 3600 km em 21 dias, visitando sete comunidades do semiárido em três estados: 1) No Piauí as comunidades de Malhada Inca no município de Canto do Buriti, e Jatobá Medonho no município de Buriti dos Montes; 2) no Ceará as comunidades de Quebrada e Marinho no município de Crateús, e o Assentamento 10 de Abril no município de Crato; e 3) e em Pernambuco as comunidades de Serras dos Paus Dóias e Assentamento Serra Nova Vida no município de Exu.  Nestas comunidades foram visitados 25 domicílios, sendo 11 com fogões tradicionais e 14 com fogões ecoeficientes.

Avaliação Socioambiental

Para a avaliação socioambiental do impacto dos fogões ecoeficientes, foram aplicadas entrevistas semiestruturadas com os usuários para caracterizar a relação usuário-fogões, identificar o grau de satisfação dos usuários, identificar as necessidades de melhorias de projetos e investimentos para melhor atender as necessidades dos usuários.

figura 4 completa

Figura 4: Detalhes das reuniões focais com comunidades usuárias de fogões eficientes.

As entrevistas foram individuais para cada um dos 25 usuários identificados para testes, além de quatro reuniões

com grupo de 62 usuários de fogões eficientes (Figura 4), totalizando 87 pessoas consultadas.

Nestas entrevistas foi possível traçar um perfil das comunidades, confirmando que, as sete comunidades, 6 desenvolvem agricultura familiar, e 100% das famílias têm acesso à energia elétrica, 92% têm acesso à água através de cisternas[7], 24% têm rede hidráulica doméstica, enquanto 16% não possui latrina, 68% das casas são de alvenaria (as demais de adobe ou taipa), e nenhuma casa tem forro. As famílias que ainda não possuem cisterna estão em processo de construção, através do Programa Água para Todos. Também foi constatado que, 14 das 25 famílias entrevistadas recebem Bolsa Família,e 12 têm algum aposentado em casa.

figura 5 - feoagroecolgico e ider

 Figura 5: Modelos Geoagroecológico (esq) e IDER (dir)

Durante a pesquisa, foi comum encontrar na mesma casa fogões com diferentes tecnologias sendo usados (lenha, carvão e gás), inclusive as novas tecnologias de fogões ecoeficientes (Figuras 5 e 6). Todos os fogões podem ser utilizados simultaneamente para atender demandas geradas pelo  aumento de número de pessoas, como  é o caso da época de colheita, plantio, ou festividades. Entretanto, cotidianamente as refeições maiores e principais são feitas no fogão a lenha.

figura 6 - campestre e maestro

 Figura 6: Modelos Ecofogão Campestre (esq),  Maestro # 02 (dir)

O fogão a gás (GLP) foi encontrado em 96% das famílias visitadas, entretanto, 60 % das famílias entrevistadas utilizam o fogão a gás no máximo 15 minutos por dia, em situações específicas, como para preparar o café da manhã dos jovens alunos, ou aquecer refeições à noite, devido à rapidez do aquecimento. A metade das famílias que responderam ao questionário, disseram que o botijão de gás dura entre 3 a 5 meses, e a lenha assim ajuda a “economizar” o gás.

As famílias usuárias de fogão a lenha tradicional reportaram usar em média 3:30 horas por dia[8], já que normalmente acendem pela manhã e o fogo fica aceso até a preparação do almoço, enquanto apenas 3 famílias utilizam o fogão a lenha por mais de 10 horas por dia. Com isto, o consumo médio reportado foi de 8,1 kg de lenha diários, embora também encontramos fogões que chegam a consumir 20 kg diariamente de lenha. Esse dado era colhido das famílias, que nos mostravam a quantidade média de lenha que gastavam por dia, e esta era pesada.

Além do apoio das ONGs locais que as assistem, algumas também recebem orientações do INCRA ou MST, e já foram orientadas em relação ao uso da lenha, para dar preferência às árvores já mortas e/ou resíduos. Muitas famílias relataram ainda que “lenha boa”, já está difícil de achar, é preciso andar muito. Algumas donas de casa ainda estão resistentes ao tipo de vegetação que seria mais propícia ao uso da lenha, pela disponibilidade, como o marmeleiro e catingueiras, mas relatam que não são boas, que queima rápido ou produzem muita fumaça.

Das 25 famílias entrevistadas, os principais problemas de saúde relatados foram, respectivamente olhos ardentes, dor de cabeça, tosse, e 3 donas de casa já fizeram cirurgia de visão, enquanto uma dona de casa relatou estar começando a ter problemas mais sérios de visão, e que sua mãe já perdeu a visão.

Ao fazer uma pergunta aberta sobre o que é pior em relação à fumaça, a maioria respondeu que é ruim para a vista e que causa falta de ar. De maneira geral, sabem que é ruim, mas a maioria não sabia que poderia causar problemas mais sérios. Nas comunidades assistidas pela Associação Caatinga e pelo Governo do Estado do Ceará as famílias são cientes dos males.

Durante a expedição de campo, houve reuniões em formato de grupos focais com 62 famílias usuárias de fogões ecoeficientes, e a percepção geral foi que estas novas tecnologias são bem aceitas pela economia de lenha, redução de fumaça, beleza, e conforto ambiental.

Avaliação de Desempenho

Para a avaliação de desempenho, foi realizado em cada um dos 25 fogões, um teste de eficiência térmica, assim como a medição do nível de concentração de material particulado dentro das cozinhas durante a operação dos fogões. 

Para o teste de eficiência foi utilizado o protocolo internacionalmente aceito WBT 4.2.2[9] conforme recomenda atualmente a Aliança Global para Fogões Ecoeficientes (GACC), e para o material particulado foi utilizado o monitor UCB-PATS (Particle & Temperature Sensor, produzido pela Universidade de Berkeley, California, EUA), o qual registra a presença de material particulado com tamanho de 25 micras/metro cubico (PM 2,5). - Figura 7.

Figura 7: Detalhe da avaliação de performance dos fogões,  com medição das temperatura da água, e monitor para emissão de particulado dentro da cozinha (detalhe em vermelho)

As tecnologias avaliadas foram 11 fogões tradicionais e 14 fogões ecoeficientes.  Os ecoeficientes foram os modelos: Ecofogão Campestre fabricado pela empresa Ecofogão, o modelo geoagroecológico idealizado pela ONG AGENDHA e que é produzido localmente, o modelo eficiente produzido pela ONG IDER, e o modelo 02 fabricado pela empresa Maestro.  

Em resumo, os resultados foram mistos com relação às novas tecnologias de fogões, com tecnologias de boa  eficiência como foi o caso do Ecofogão que consumiu apenas 1,2 kg de lenha por hora de funcionamento, alcançando uma redução de 40% no consumo de lenha em relação aos fogões tradicionais, os quais consumiram em media 2,0 kg/hora de lenha, enquanto as outras tecnologias consumiram de -10 a +10% que os fogões tradicionais, ou até mesmo um maior consumo..  

De fato este foi um aspecto importante observado nesta expedição, de que nem sempre os fogões tradicionais são tecnologias de baixa eficiência térmica, como foi demonstrado em um dos modelos de fogões testados.  Conhecemos um fogão tradicional que  teve o maior rendimento energético entre todos os 25 fogões testados, e isto foi possível por ser este o único fogão que foi desenhado para ter as panelas submersas dentro da câmara de combustão (Figura 8). Esta técnica é muito eficaz para maximizar a transferência de calor do fogo para as panelas, e é muito usual, por exemplo, no fogão modelo Inkawasina promovido na região dos Andes Peruanos, embora este tipo de fogão possa permitir um maior escape de fumaça dentro da cozinha, caso não se use as panelas de tamanho apropriado. 

figura 8 -fogo tradicional

Figura  8: Fogão tradicional com panelas submersas, e chaminé

Já com relação a emissão de fumaça dentro do ambiente da cozinha, os fogões ecoeficientes em geral conseguiram uma redução de aproximadamente 96% em relação aos fogões tradicionais, principalmente por terem chamines de melhor concepção.  O uso da chaminé deixou evidente que o ambiente é mais limpo, com paredes claras e limpas, entretanto notou-se que mesmo com chaminé, as cozinhas estavam sendo invadidas por fumaça o que sugere que em algumas o posicionamento externo dessas chaminés não estava adequado, permitindo o retorno da fumaça externa para dentro da cozinha.

Todos os novos  fogões apresentaram projetos com boa prática na ergonomia física. Todos eles estavam na linha da cintura, exigindo menos esforço e permitindo que os usuários assumam posturas adequadas, minimizando os esforços físicos e o desconforto e prevenindo futuros comprometimento da estrutura musculoesquelética.

O ideal para a maioria dos usuários entrevistados é um fogão de 2 a 3 trempes, mas que seja com espaço para panelas maiores. Se tivesse uma trempe mais rápida de acender diminuiriam o uso do gás, pois só o utilizam devido à rapidez. O forno, segundo a opinião da maioria entrevistada,  não é essencial. 

Como todos os Fogões Ecoeficientes foram doados, então não havia informações suficientes para  elaborar uma análise econômica.  Entretanto, durante as entrevistas, foi feita a pergunta às beneficiárias se comprariam um fogão da tecnologia específica, caso ainda não o houvessem recebido, pelos benefícios que têm hoje independente do preço. Com exceção dos usuários dos fogões Geoagroecológico, que segundo alegaram não comprariam devido à falta de condições, todos os outros comprariam.

Em relação ao preço, disseram que poderiam pagar entre R$ 300,00, máximo R$ 400,00, mas que por esse preço precisariam parcelar entre R$50,00 a R$100,00 mensais. Os moradores do Assentamento Malhada Inca em Canto do Buriti no Piauí, foram unânimes em afirmar que preferem juntar o dinheiro e comprar à vista, em vez de crédito.

Com relação ao crédito, o melhor seria que a loja ou o vendedor já vendesse parcelado, facilitando para adquirirem um fogão. Alguns participantes disseram que conhecem o Crediamigo do Banco do Nordeste, e muitos já o utilizaram.

Não há dúvidas de que está ocorrendo uma evolução nas tecnologias dos fogões, provocada pela introdução de novos modelos, aliado ao conhecimento tácito local. Então, se faz necessário continuar o acompanhamento da vida útil dos fogões, das pesquisas de satisfação, e continuar os investimentos em pesquisas para a contínua inovação tecnológica e aprimorando ainda mais estas tecnologias para que possam ser realmente de combustção mais eficiente e limpa, que os fogões tradicionais.  Igualmente é importante investir nas fontes de biomassa para garantir a sustentabilidade da produção de lenha e a preservação do Bioma.

Para contato com a PROLENHA sobre este projeto: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Informação disponibilizada em Janeiro de 2015.

[1] Ministério do Meio Ambiente, Subsídios para a Elaboração do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Caatinga, 2010.

[2] Winrock, 2007.  Brazil market  analysis for improved stoves.  Stage 1 and stage 2 reports. April 2007.

[3] SGARBI, F. DE A. Modelos de transição energética residencial e o acesso a serviços energéticos limpos : uma análise a partir de dois estudos de caso. Universidade de São Paulo, 2013, 77p.

[4] Enrique Riegelhaupt, Revisão e atualização da oferta e demanda de energéticos florestais no nordeste, PNF-MMA, Natal, 2004

[5] Equivalentes aos níveis 3 e 4 de poluição, numa escala de 1 a 5, sendo 5 o valor mais alto de poluição.

[6] O Dr. Sergio Elarrat é Engenheiro Mecânico, e Doutor em Engenharia de Recursos Naturais pelo Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará, e desenvolveu o Método de Avaliação Global de Fogões à Biomassa- (MAGOF).

[7] As famílias que ainda não possuem cisterna, estão em processo de construção, através do Programa 1 Milhão de Cisternas.

[8]Este dado de uso medio de 3,3 hs/dia para os fogões tradicionais, coincide com o mesmo valor encontrado pelo estudo Winrock,2007

[9] O WBT ou Teste da Água Fervente é definido como uma simulação simplificada do processo de cozinhar, medindo quão eficientemente um fogão usa a lenha para ferver água em panelas além de mantê-las em fervura por mais 45 minutos,  sendo então calculado a eficiência térmica pela razão entre a energia utilizada para aquecer uma conhecida quantidade água no tempo definido,  e pela energia fornecida pela biomassa empregada no processo. Como procedimento padrão do WBT as panelas não devem ter tampa, deve ser mantida uma lâmina d’água suficiente para que o termopar fique a 50 mm do fundo do recipiente e bem no centro da panela.

© 2011-2013 Prolenha

 

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